
O chefe de gabinete adjunto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, foi aconselhado por integrantes do entorno presidencial a deixar o cargo após a divulgação de mensagens envolvendo supostos presentes de alto valor oferecidos pela lobista Roberta Luchsinger. A informação foi publicada pelo Metrópoles na quinta-feira (24).
De acordo com a apuração do portal, conversas atribuídas a Luchsinger fazem referência à compra de um relógio Cartier Tank de ouro, avaliado em aproximadamente R$ 66 mil, e de uma obra do artista Antonio Veronese adquirida por 13 mil euros — cerca de R$ 82,9 mil na cotação daquele período. As mensagens também mencionam ingressos para apresentações musicais e uma festa de aniversário realizada em um camarote do Estádio Mané Garrincha, em Brasília.
A repercussão do material teria provocado discussões dentro do núcleo próximo ao presidente sobre a permanência de Berger na função. Segundo a publicação, pessoas ligadas ao Palácio avaliaram que o assessor deveria pedir demissão após a exposição do episódio.
O Palácio do Planalto, entretanto, contesta a versão de que Berger tenha recebido os itens. Em manifestação divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o assessor negou categoricamente ter recebido presentes ou qualquer vantagem indevida de Roberta Luchsinger. A mesma negativa foi apresentada em relação à secretária pessoal do presidente, Cláudia Troiano, também mencionada nas mensagens divulgadas.
Até o momento, as mensagens publicadas pela imprensa são apresentadas como indícios sobre a oferta ou aquisição dos presentes. A versão oficial do Planalto sustenta que não houve recebimento de vantagens indevidas por parte de Berger.
O episódio amplia a atenção sobre as relações de Luchsinger com integrantes e pessoas próximas ao governo federal. A lobista já aparece em outras reportagens envolvendo contatos com membros do entorno presidencial, enquanto diferentes aspectos de sua atuação são objeto de apurações.



