
Governo prefere esperar, enquanto oposição se arma com pedido de CPI do INSS
Os petistas têm se fiado na longa demora da queda do ex-ministro Juscelino Filho, do Ministério das Comunicações, para defender a permanência de Carlos Lupi na Previdência. Acusado de irregularidades desde o inicio do governo, Juscelino só foi demitido quando a PGR o denunciou ao Supremo Tribunal Federal. Ou seja: enquanto não se aponta envolvimento direto de Lupi na roubalheira do INSS, não há por que demitir o ministro, aliado de Lula do passado e, quem sabe, do futuro.
A diferença é que, enquanto as denúncias contra Juscelino tinham pouco apelo público, o rombo dos R$ 6 bilhões diretamente do bolso de aposentados e pensionistas atinge a opinião pública de forma certeira. E o tema promete virar um grande palco para a oposição, caso seja instituída a CPI proposta pelos bolsonaristas, que tem o singelo nome de “CPI do Roubo dos Aposentados”.
O governo se vê em uma encruzilhada, já que, caso demita Lupi, pode perder um aliado fiel e votos também fiéis no Congresso, além de embaraçar a coligação no ano que vem.



